
A 2ª Jornada de Estudos Africanos, organizada pelo AYA vem com novas parcerias. O evento será realizado nos dias 5, 6 e 7 de Maio de 2026, no Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED), da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), e na Fundação Cultural BADESC.
Neste ano, o evento terá como tema “DEIXA PASSAR MEU POVO”: anticolonialismo e imperialismo no tempo presente. O título é referência ao poema de Noêmia de Souza, a homenageada escolhida para esse ano. Figura central da literatura moçambicana, Noémia de Sousa (1926–2002) mobilizou a poesia como forma de enfrentamento às estruturas do colonialismo português. Sua produção insere-se na emergência de uma consciência política africana voltada à denúncia da exploração colonial e à afirmação das lutas coletivas do povo africano. A 2ª Jornada de Estudos Africanos homenageia a autora ao destacar a relevância das epistemologias africanas e a potência da arte como prática de resistência. Ao tensionar narrativas hegemônicas, sua obra ultrapassa seu contexto de produção, permanecendo fundamental para a compreensão das continuidades da colonialidade no tempo presente.
As violências dos passados presentificados tem tomado formas cada vez mais explícitas na medida em que o esgotamento das versões “neoliberais progressistas” – onde a “guerra justa” do ocidente era justificada por racialismos de ordem culturalistas (“levar a democracia”, etc.) – tem sido substituída por um discurso sem eufemismos no que tange ao seu imperialismo e racismo. Imperialismo e colonialidade aqui se cruzam na medida em que o “outro externo” (“árabes”, “iranianos”, “venezuelanos”, etc.) também se somam a construção de um “outro interno” (a cultura “woke”, feministas, LGBTQI+, anti racistas, ‘comunistas’, etc). O caso dos Estados Unidos é emblemático pela combinação tanto da perseguição interna àqueles que reivindicam outras formas de ser/estar diante do hetero-patriarcado-supremacista-capitalista como da escalada de violência externa não só por meio da guerra direta, mas também das formas de controle econômico aos quais tem se tornado rotina na gestão atual (mas também presente em outras gestões).
Entretanto, o caso dos EUA não é isolado, a extrema direita tem avançado em vários espaços reforçando discursos nacionalistas que retomam com bastante pujança ideários racialistas e colonialistas que deram força ao ocidente euro-ocidental em sua época de ouro. Somado a isto o fenômeno do imperialismo se da não só sobre formas “analogicas” de dominação, mas também por meio do colonialismo digital e do racismo algorítmico, indicando assim a necessidade de pensar as lutas anticoloniais e antirracistas articuladas ao domínio destas novas tecnologias. Nesta toada, pretendemos fomentar por meio da 2ª Jornada de Estudos Africanos debates que tragam à tona esse contexto pensado especialmente na chave africana e afrodiaspórica em torno do passado e presente do imperialismo como capitalismo realmente existente.

Saiba mais sobre o cartaz da identidade visual
Este cartaz, intitulado “Jornada de Solidaridad con el pueblo Afroamericano” (18 de agosto), foi produzido no contexto da atuação internacionalista da OSPAAAL, organismo criado em Havana após a Conferência Tricontinental de 1966. Sobre sua datação, existem diferentes registros que o situam entre 1968 e 1969, podemos dizer a partir das informações encontradas que o cartaz foi concebido em 1968 e posto em circulação no início de 1969. Essa imprecisão não é secundária, porque revela justamente a forma como muitos cartazes da OSPAAAL circularam internacionalmente, frequentemente associados à revista Tricontinental e ao calendário político da solidariedade anti-imperialista.
No plano visual, a imagem chama atenção pela presença da silhueta de uma cabeça feminina negra, em cujo interior se desenvolve uma cena de combate e memória. Ali aparecem figuras armadas, uma árvore estilizada e referências visuais que remetem a uma ancestralidade africana reelaborada como força política. Não se trata, portanto, de um cartaz meramente ilustrativo ou decorativo, mas de uma composição que transforma a figura feminina negra em espaço de inscrição de uma genealogia de luta. A opção estética é politicamente significativa: em vez de representar apenas a conjuntura imediata da luta negra nos Estados Unidos, o cartaz conecta essa experiência a um passado africano de resistência ao colonialismo. Desse modo, a imagem sugere que a luta afro-estadunidense não deve ser lida como questão interna dos Estados Unidos, mas como parte de um horizonte transnacional de libertação, articulado ao pan-africanismo e ao anti-imperialismo.
Sobre a data 18 de agosto, destacado no título, devemos inserir a peça em um calendário de solidariedade internacional vinculado à memória das revoltas negras (em particular as de Watts em 1965) e à mobilização política em torno da causa afro-estadunidense.
A autora do cartaz, Daysi García López, foi uma desenhista gráfica cubana ligada ao circuito de produção visual revolucionária, com atuação na OSPAAAL e em outros órgãos da cultura política cubana do período como o Departamento de Orientação Revolucionária e a Editora Política. Embora sua trajetória biográfica ainda não esteja completamente documentada, sua obra evidencia inserção direta na linguagem gráfica da revolução cubana e da propaganda internacionalista do final dos anos 1960 a 1980.
Finalmente, este cartaz deve ser entendido não apenas como documento visual sobre a população negra dos EUA, mas como artefato da cultura política tricontinental, que buscava unir África, Ásia e América Latina em uma mesma gramática de resistência. Apresentá-lo hoje implica reconhecer sua força estética, mas também sua função histórica: mobilizar solidariedade, construir imaginários de emancipação e redefinir a questão racial como parte central da luta global contra colonialismo, racismo e dominação imperial.
Cronograma
Abertura das inscrições para público geral | |
| 04 de Maio | Fim das inscrições de público geral |
| 05, 06 e 07 de Maio | Realização da 2ª Jornada de Estudos Africanos |
| 22 de Junho | Data final para envio dos trabalhos completos |
INCRIÇÕES DE PÚBLICO GERAL – até 4 de Maio
Programação
Dia 30/04 (quinta-feira)
Noite
19h Abertura da Exposição “Cartografias das Reexistências” da artista Renata Felinto

“Cartografias das Reexistências” é a primeira exposição individual de Renata Felinto em Santa Catarina. A mostra inédita reúne pinturas, fotografias, fotomontagens, vídeos e ações performáticas produzidos entre 2000 e 2021, propondo um percurso que evidencia continuidades, deslocamentos e permanências na trajetória da artista. Com curadoria de Juliana Crispe, a exposição tensiona narrativas coloniais sobre mulheres e pessoas negras, afirmando outras possibilidades de existência, espiritualidade, desejo e autoinscrição.
Local: Fundação Cultural BADESC – Florianópolis
Visitação até 18 de junho
Seg. a sex., das 13h às 19h | Sáb., das 10h às 16h
Entrada gratuita
A exposição é realizada pela Fundação Cultural BADESC e conta com a parceria do AYA Laboratório Pós-Colonial e Decolonial da FAED/UDESC, integrando as comemorações dos 10 anos do AYA e das atividades da Jornada de Estudos Africanos.
Realização: Fundação Cultural BADESC
Parceria: AYA Laboratório Pós-Colonial e Decolonial FAED/UDESC; NUDHA – Núcleo de Diversidades, Direitos Humanos e Ações Afirmativas CEART/UDESC; Armazém Coletivo Elza; Grupo de Pesquisa NZINGA – Novos Ziriguiduns Internacionais e Nacionais Gerados nas Artes Visuais; e do Projeto de Pesquisa Arte Menor – UDESC.
Dia 05/05 (terça-feira)
Manhã
8h30 às 11h30 Simpósios Temáticos
Nas salas 108, 202 e 206 – acesse aqui para mais informações sobre os Simpósios
10h às 17h Feira do Armazém – Coletivo Elza
Local: Hall da FAED-UDESC
Noite
18h Cerimônia de Abertura
Abertura da Exposição “O Legado do terceiro-mundismo: solidariedade tricontinental 1966-1990”
Local da exposição: Hall da FAED-UDESC
Leia aqui a apresentação da Exposição
A presente amostra pretende dar a conhecer a produção política, estética e cultural dos cartazes da Organização de Solidariedade dos Povos da Ásia, África e América Latina (OSPAAAL), entendendo-os como parte de uma experiência histórica mais ampla de articulação anti-imperialista no contexto da segunda metade do século XX. Criada a partir da Conferência Tricontinental, realizada em Havana em 1966, a OSPAAAL surgiu em um momento de radicalização das lutas de libertação e de reconfiguração das formas de internacionalismo revolucionário. A importância dessa Conferência esteve em seu “caráter disruptivo”, ao introduzir no debate anti-imperialista o sentido “terceiro-mundista” do internacionalismo revolucionário, ressignificando o papel da luta armada e da solidariedade entre movimentos de libertação da Ásia, África e América Latina, bem como a necessidade de produzir um “paradigma outro” diante do monopólio militar, econômico e narrativo do mundo bipolar do pós-guerra.
Nesse quadro, o tricontinentalismo aparece não apenas como articulação diplomática ou política, mas como força motriz de uma intensa produção cultural e imagética. A OSPAAAL, ativa até 2019, deixou um legado político e cultural materializado em boletins, revistas, livros, programas de rádio, cinejornais e, de modo particular, em mais de 400 cartazes, compreendidos como parte de uma vasta experiência de “arte tricontinental” e de contrapropaganda em escala mundial. Essa produção permite pensar o tricontinentalismo como um campo fértil para traçar uma genealogia do pensamento descolonizador, sobretudo porque articulou histórias locais, projetos globais e alianças internacionais que não se limitaram à “órbita soviética” (base narrativa do mundo ocidental liderado pelos Estados Unidos, para insistir em suas intervenções políticas e militares), mas se vincularam também ao Movimento dos Países Não Alinhados e aos movimentos de libertação dos três continentes.
Os cartazes da OSPAAAL devem ser compreendidos, assim, como uma linguagem gráfica de forte cunho popular, marcada pela necessidade de expressar conceitos de forma direta, clara e politicamente eficaz. O chamado “cartelismo cubano”, não se reduz a uma experiência formal ou estética isolada; trata-se de uma prática visual comprometida com o seu contexto histórico, e que apostou para a denúncia do imperialismo e a construção de solidariedades concretas. Seus temas abrangem a luta contra o imperialismo e o neocolonialismo, o apoio aos processos de libertação nacional, a denúncia do apartheid, do racismo, da guerra no continente africano e asiático, assim como a solidariedade com a luta pelos direitos civis nos Estados Unidos. Exemplos disso aparecem nos cartazes dedicados ao Black Power, a Angela Davis, ao Vietnã, a Camilo Torres e às lutas africanas e asiáticas.
Mais do que peças de agitação política, esses cartazes constituem um registro visual de um período “efervescente e polifônico”. Ao transcenderem a narrativa convencional da Guerra Fria e seu bipolarismo, os cartazes da OSPAAAL produziram um espaço alternativo de imaginação política, estética e cultural, em oposição à retórica neocolonial desenvolvimentista e às versões antagônicas do humanismo promovidas pelos blocos em disputa. Nessa direção, seu legado reside precisamente na capacidade de resgatar memórias anti-imperialistas e reinscrever o lugar dos “condenados da terra” no centro da produção histórica, cultural e política.
Concluindo, esta pequena escolha de cartazes da OSPAAAL apresentados nesta 2da Jornada de Estudos Africanos, propõe um seletiva volta ao passado recente, buscando recolocar o terceiro-mundismo não como memória encerrada no passado, mas como campo histórico de experiências, linguagens e projetos ainda capazes de interpelar o presente. O resgate dessas memórias anti-imperialistas, tal como sugerido no texto, não serve a uma operação nostálgica, mas à produção de um legado descolonizador, capaz de reativar horizontes de imaginação política no tempo presente. Trata-se, portanto, de revisitar a solidariedade tricontinental entre 1966 e 1990 para reconhecer nela uma tradição de luta, de criação estética e de elaboração política que continua oferecendo elementos para pensar alternativas diante das permanências do imperialismo, do racismo e das desigualdades globais.
Abertura da Exposição “Auriflamas — Chamas Douradas: erguer para existir/resistir”
Local da exposição: Hall da FAED-UDESC
Leia aqui a apresentação da Exposição
Auriflama é um termo antigo que nomeia um estandarte sagrado. Sua origem vem do latim aurum (ouro) e flamma (chama), evocando a imagem de uma chama dourada: aquilo que arde, ilumina e convoca. Na Idade Média, a auriflama era hasteada em momentos decisivos, símbolo de mobilização e poder. Mais do que uma bandeira, representava a força de uma presença coletiva em movimento.
Nesta exposição, o termo retorna deslocado de seu contexto histórico para ganhar novos sentidos. Aqui, auriflamas são bandeiras transformadas em gesto poético e político. Superfícies têxteis que carregam memória, disputa, pertencimento e permanência. Imagens que se erguem não para dominar, mas para afirmar existências.
Desde os processos coloniais, bandeiras foram instrumentos de conquista. Fincadas sobre terras invadidas, marcaram territórios e decretaram posses. Tremularam sobre rios, florestas e corpos como sinais de violência legitimada. Em seus tecidos, costuraram-se histórias de apagamento, exploração e silenciamento. A bandeira tornou-se, muitas vezes, símbolo de fronteira, imposição e exclusão.
Em Auriflamas — Chamas Douradas, esse emblema é radicalmente reapropriado. Nas mãos de artistas negros e indígenas, as bandeiras deixam de representar domínio para se tornarem suportes de memória, cura, insurgência e reencantamento. Abdias Nascimento, Aline Mararú, Barcabogante, Binário Armada, Cássio Markowski, Gugie Cavalcanti, daSilva, Matheus Trindade (Trindadead), Moara Tupinambá, Priscila Rezende, Renata Felinto, Rita Oyakanmi, Roniery, Rusha, Sérgio Adriano H e Soberana Ziza transformam esse estandarte histórico em campo de imaginação e resistência.
As obras reunidas não delimitam fronteiras: elas as desfazem. Não anunciam guerras: convocam presenças. Cada bandeira se ergue como portal entre tempos, trazendo à superfície vozes que insistiram em permanecer apesar das tentativas de anulação. São imagens que recusam o esquecimento e acendem outras possibilidades de futuro.
O dourado, cor associada à cobiça do ouro que impulsionou invasões e saques, é também ressignificado. Torna-se brilho ancestral, luz solar, força vital. É o ouro da terra, e não do roubo. O fogo aqui não destrói: transforma, purifica e reacende. Em cada tecido pulsa uma chama que insiste.
Ao atravessar estas auriflamas, o público é convidado a olhar para além da matéria e reconhecer que toda imagem pode ser abrigo e levante. Entre ferida e cura, silêncio e grito, esta exposição afirma a arte como bandeira que não se rende e como fogo que jamais se extingue.
Curadoria e texto: Juliana Crispe
18h30 às 20h30 Diálogo Contemporâneo – Mulheres Africanas e Lutas por Emancipação
O diálogo contemporâneo Mulheres Africanas e Lutas por Emancipação propõe deslocar o olhar historiográfico e sociopolítico tradicionalmente centrado em figuras masculinas de liderança anticolonial, para evidenciar o protagonismo das mulheres africanas nos processos de emancipação. Partimos do pressuposto de que as narrativas de resistência feminina oferecem ferramentas teóricas e políticas que ampliam o olhar sobre os processos históricos nas Áfricas, compreendendo as lutas por emancipação como projetos coletivos atravessados pelas dimensões de gênero e classe.

Iandira Antonio Impanta
Iadira Antonio Impanta, guineense (Guiné-Bissau) mãe, feminista africana, professora substituta no departamento de sociologia da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira (Unilab-Ceará), doutoranda em Antropologia Social (UFSC), Mestra em Antropologia Social pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2020), licenciada em Sociologia (2018) e bacharel em Humanidades (2016) ambas pela Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro- Brasileira, membro fundadora do Coletivo para emancipação das mulheres guineenses- (CEMGUI-As Okinkas), em 2023 exerci o cargo de uma das coordenadoras do coletivo, atualmente atuo como uma das responsáveis pela parte acadêmica do mesmo. Meus temas de interesse acadêmico são, relações de gênero, mulheres, política e migração.
Patrícia Teixeira Santos
Professora Titular em História da África da Universidade Federal de São Paulo, pesquisadora colaboradora do Centro Transdisciplinar Cultura, Espaço e Memória – Universidade do Porto (Portugal), LAM – Laboratório as Áfricas no Mundo – Instituto de Ciências Políticas da Universidade Bordeaux (França) e do Departamento de Estudos Africanos da Universidade de Dehli (India).


Tathiana Cassiano
Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC); Mestra em Ensino de História pelo Programa de Mestrado Profissional em Ensino de História pela Universidade do Estado de Santa Catarina (PROFHISTÓRIA-UDESC) e Graduada (bacharelado e licenciatura) em História Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Professora no Departamento de História e pesquisadora associada ao AYA – Laboratório de Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais e ao Laboratório de Ensino de História (LEH), ambos no Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED/UDESC), e Produtora Executiva na EMITAI Produções Audiovisuais. É vinculada ao Grupo de Trabalho em História da África da Associação Nacional de História, seção Santa Catarina (GT África – SC) e à Rede de Historiadorxs Negrxs.
Dia 06/05 (quarta-feira)
Manhã
8h30 às 11h30 Simpósios Temáticos
Nas salas 108, 202 e 206 – acesse aqui para mais informações sobre os Simpósios
10h às 17h Feira do Armazém – Coletivo Elza
Local: Hall da FAED-UDESC
Noite
19h30 às 21h30 Roda de Conversa – Criações das Reexistências: Ser artista como atitude subversiva
A Roda de Conversa foi proposta no âmbito das contrapartidas da exposição “Cartografias da Reexistência” de Renata Felinto, com curadoria de Juliana Crispe, e integra a programação de comemoração dos 10 anos do AYA Laboratório e da 2ª Jornada de Estudos Africanos. Com participação de Renata Felinto, Juliana Crispe, Cláudia Mortari, Ida Maria Freire e Rita Oyakanmi, pesquisadoras e artistas que trabalham nas intersecções de raça, gênero e classe. A conversa abordará projetos recentes das participantes, articulando prática, pensamento crítico e trajetórias artisticas.
Local: Fundação Cultural Badesc

Renata Felinto
Artista visual, pesquisadoa e professora. Doutora e Mestra em Artes Visuais e especialista em Curadoria e Educação em Museus de Arte. Professora adjunta da URCA/CE, líder do Grupo de Pesquisa NZINGA Novos Ziriguiduns (inter)Nacionais Gerados na Arte. Docente no Programa de PósGraduação Mestrado Profissional em Artes da URCA/CE.
Juliana Crispe
Curadora independente, pesquisadora, professora, arte-educadora, artista visual. Atua como professora em Artes Visuais na UDESC/CEART, faz parte do AYA Laboratório e do Grupo de Pesquisa Compor. Coordena o instituto “Armazém Coletivo Elza” em Florianópolis. É também membra da ABCA – Associação Brasileira de Críticos da Arte.


Ida Mara Freire
Escritora, pesquisadora e artista de dança. Autora de livros de contos e do e-book Diários Corpografias, desenvolve a noção de palavra dançada a partir de diários, leituras e do silêncio, articulando corpo, memória e experiência vivida. Seu trabalho constitui um gesto ético e poético comprometido com a justiça, a cultura da paz e a alegria possível na coexistência humana. Professora associada aposentada da UFSC, dirige a Potlach Editora & Ateliê de Arte Contemplativa.
Rita Oyakanmi
Artista visual multimídia e graduanda em Artes Visuais pela UDESC, licenciada em Lestras pela UENP. Desde 2022 participa de exposições e mostras em Santa Catarina, São Paulo e Maranhão. Foi integrante do Programa de Residência Pedagógica em Artes Visuais do CAPES. Suas obras abordam diversos temas que refletem sua vivẽncia como mulher negra de Asè.


Cláudia Mortari
Historiadora, professora de História da África na UDESC e diretora do Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED/UDESC). Coordena projetos sobre Estudos Africanos e decolonialidade. Desde 2019, integra a Comissão de Ações Afirmativas e o Laboratório e Estudos Pós-Coloniais e Decoloniais (AYA).
Dia 07/05 (quinta-feira)
Manhã
8h30 às 12h00 Simpósios Temáticos
Nas salas 108, 202 e 206 – acesse aqui para mais informações sobre os Simpósios
10h às 17h Feira do Armazém – Coletivo Elza
Local: Hall da FAED-UDESC
Noite
18h30 às 20h30: Diálogos de Encerramento: Justiça racial, território e tecnologia
Ementa: O uso das novas tecnologias (IA’s, bolhas algorítmicas, vigilantismo digital e mercantilização decodificada, etc.) como mecanismo de atualização da dominação pela via imperialista, neo-colonial e racista tem criado uma série de perplexidades que precisam ser respondidas com a “digitalização” das teorias contra-hegemônicas. O colonialismo digital, colonialismo de dados, racismo algoritmo tem sido algumas das respostas que buscam compreender como estes sistemas interligados de opressão e exploração se conectam com as lutas que se colocam também neste universo do digital. Decodificar estes processos é necessário não só para a compreensão de como as práticas antigas de espoliação e divisão “norte-/sul” são atualizadas por novos mecanismos de poder, mas também para a construção de formas de resistência que dê conta destas novas dinâmicas.
Renato Ramos
Representante do núcleo de tecnologia do MTST
Marcello Assunção
Professor Adjunto de Educação das Relações Étnico-Raciais (UFRGS/FACED, 2021). Coordenador do Núcleo em Educação das Relações Étnico-Raciais (NERER) e membro da rede de historiadorxs negrxs.

Comissão Organizadora
Dra. Claudia Mortari – UDESC/FAED/AYA
Dr. Filipe Noé da Silva – UDESC/FAED/AYA
Dra. Juliana Crispe – UDESC/FAED/AYA
Dra. Tathiana Cristina da Silva Anizio Cassiano – UDESC/FAED/AYA/GT DE HISTÓRIA DA ÁFRICA SC
Ms. Fabio Amorim – UDESC/FAED/AYA
Dr. Marcello Felisberto Morais de Assunção UFRGS/NERER
Dr. Hector Rolando Guerra Hernandez – UFPR/NEDIB
Dra. Michelle Maria Stakonski Cechinel – UDESC/FAED/OBSERVATÓRIO DAS MIGRAÇÕES DE SANTA CATARINA/GT DE HISTÓRIA DA ÁFRICA SC
Doutorando William Felipe M. Costa – UDESC/FAED/AYA
Doutoranda Bruna Benjamin de Andrade – UDESC/FAED/AYA
Mestranda Iara Silva Cassiano UFSC/CFH/AYA
Mestranda Luiza Ferreira da Silva – UDESC/FAED/AYA
Graduanda Helena Bett Hansen UDESC/FAED/AYA
Graduando Felipe Casanova da Silva UDESC/FAED/AYA
Graduando Vitor da Rosa UDESC/FAED/AYA
Graduanda Mariana Chagas UDESC/FAED/AYA
Mestrando Tauan Gon UDESC/CEART/AYA
Graduanda Mirele Vitoria Oliveira Cardoso UDESC/FAED/AYA
Comissão Científica
Dr. Hippolyte Brice Sogbossi – Universidade Federal de Sergipe- (UFS)
Dr. Mahfouz Ag Adnane – Professor visitante no Departamento de História da Arte – UNIFESP
Dr. Joaquim Paka Massanga – ISCED-Cabinda/UON/Angola
Dr.José Rivair Macedo – UFRGS
Dra. Ana Rita Santiago – UNEB
Ms. Maria Helena Tomaz – UDESC/NEAB
Dr. Hector Rolando Guerra Hernandez – UFPR
Dr. Marcello Felisberto Morais de Assunção – UFRGS/NERER
Dra. Cláudia Mortari – UDESC/FAED/AYA
Dra. Tathiana Cassiano – UDESC/FAED/AYA/GT DE ÁFRICA
Ms. Fábio Amorim – UDESC/FAED/AYA
Dr. Felipe Nóe da Silva – UDESC/FAED/AYA
Dra. Michelle Maria Stakonski Cechinel – UDESC/FAED/OBSERVATÓRIO DAS MIGRAÇÕES/GT DE ÁFRICA
Dra. Eufémia Vicente Rocha – Universidade de Cabo Verde
Dra. Rosa Maria Martins da Cruz e Silva – Universidade Agostinho Neto/PALOP
Dra. Cristian Souza de Sales – UNEB
Dra. Patricia Teixeira Santos – UNIFESP
Dra. Fernanda Oliveira – UFRGS
Organização:

UDESC – FAED

AYA Laboratório

UFRGS

NERER – Núcleo de Educação das Relações Étnico-raciais

NEDIB – Núcleo de Estudos e Debates sobre Intérpretes do Brasil

UFPR
Apoio:

DEX – Direção de Extensão, Cultura e Comunidade

Observatório de Migrações de Santa Catarina

Cátedra Sérgio Vieira de Mello

UDESC – CEART

Programa arte menor

NUDHA – Núcleo de Diversidades, Direitos Humanos e Ações Afirmativas

URCA – Universidade Regional do Cariri

NZINGA – Novos Ziriguiduns (Inter)Nacionais Gerados na Arte

GT História da África SC

Link’ Art Áfricas

Armazém – Coletivo Elza

Fundação Cultural BADESC


