O texto aponta desde o século XVIII, com a construção do Eurocentrismo, a partir do seio da modernidade e da racionalidade, foi-se afirmando a mitológica ideia de que a Europa e os europeus eram o momento e o nível mais avançados no caminho linear, unidireccional e contínuo da espécie. Consolidou-se assim, juntamente com essa ideia, outro dos núcleos principais da colonialidade/modernidade eurocêntrica: uma concepção de humanidade segundo a qual a população do mundo se diferenciava em inferiores e superiores, irracionais e racionais, primitivos e civilizados, tradicionais e modernos. Passando pelos séculos, XIX, XX, e até hoje mostrando que a em pouco tempo, com a América (Latina) o capitalismo torna-se mundial, eurocentrado, e a colonialidade e modernidade instalam-se associadas como eixos constitutivos do seu específico padrão de poder, até hoje. Dessa forma, o texto mostra diversos fatores que permeia a colonialidade do Poder, sendo o poder espaço e uma malha de relações sociais de exploração/dominação/conflito articuladas em função e em torno da disputa pelo controlo da existência social.

Palavras-chave: Colonialidade do Poder, Modernidade, Estado, Eurocentrismo, Capitalismo.

QUIJANO, Anibal. Colonialidade do poder e classificação social In: SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (orgs). Epistemologias do Sul. 2009

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