Hector Nahuelpan Moreno vem do território Mapuche-Lafkenche de Mewin, localizado a norte da cidade de Valdivia. É professor de História e Geografia e investigador da Comunidad de Historia Mapuche. Possui mestrado em Ciências Sociais da Universidade de La Frontera (Temuko) e doutorado em Antropologia pelo Centro de Investigaciones y Estudios Superiores en Antropología Social, CIESAS México D.F. 

Foi coordenador da área académica do Projecto Rüpü da Universidad de La Frontera – Fundação Ford. Recebeu bolsas de estudo da Comissão Nacional de Ciência e Tecnologia (CONICYT) e do Programa Internacional de Bolsas de Estudo da Fundação Ford para estudos de mestrado e doutoramento. Pesquisou, publicou e deu palestras no Chile e no estrangeiro sobre o colonialismo e as suas ligações com as territorialidades, economias, memórias e histórias mapuche nos séculos XIX e XX. 

Complementa o seu trabalho com as comunidades Mapuche-Lafkenche de Mewin e o Comité de Defensa del Mar, no contexto do conflito originado por Celulosa Arauco (Grupo Angelini) nas suas tentativas de poluir o mar.

Artigos:

Colonialismo republicano, violencia y subordinación racial mapuche en Chile durante el siglo XX. 

Autores: Héctor J. Nahuelpán Moreno, Jaime Antimil Caniupan

Resumo: Este artigo examina a violência exercida sobre a sociedade mapuche, no contexto de sua incorporação forçada ao Estado no Chile durante o século XX. Mediante a análise de fontes de arquivo e desde a história oral, reconstroem-se os efeitos do colonialismo republicano na perdida da soberania política e territorial mapuche; assim como os processos de minorização, obliteração, desterro e persecução do mapuchezugun (idioma) e mapuche kimün (conhecimento mapuche), como consequência da subordinação racial e a interação de diferentes gerações no que conceitualizamos como “espaços de civilização”.

Los límites del reconocimiento indígena en Chile neoliberal. La implementación del Convenio 169 de la OIT desde la perspectiva de dirigentes Mapuche Williche 

Javier Aguas

Universidad de Los Lagos Comunidad de Historia Mapuche

Héctor Nahuelpan Moreno

Universidad de Los Lagos

Resumo: El Convenio 169 de la OIT fue ratificado por Chile en el 2008, luego de diecisiete años de tramitación en el congreso. Su entrada en vigencia abrió expectativas en algunas organizaciones indígenas, principalmente por su carácter vinculante para el Estado y por contemplar, entre otros aspectos, el derecho a consulta a los pueblos indígenas sobre materias que les afectan. En este artículo se sostiene que la ratificación e implementación del Convenio 169 de la OIT, debe comprenderse en el contexto de las políticas de reconocimiento a la diferencia cultural asumidas tardía y superficialmente por el Estado en Chile, las que forman parte del giro multicultural neoliberal que se produjo en América Latina durante las tres últimas décadas. En razón de lo anterior y a casi una década de la entrada en vigencia de este Convenio, el artículo efectúa un balance de su implementación desde los puntos de vista y perspectivas de dirigentes mapuche williche, quienes advierten sobre las debilidades en el reconocimiento de derechos y expresan los límites de la “versión chilena” del multiculturalismo neoliberal respecto a trastocar las estructuras históricas y actuales de poder y subordinación que viven los pueblos indígenas. 

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