Programa de Extensão Movimentos Decoloniais: práticas, diálogos e o sentipensar.
Coordenado pela Prof.ª Cláudia Mortari (Departamento de História).
1a Ação – Feira Armazém Coletivo Elza, coordenado pela Profa Juliana Crispe.
A feira Armazém Coletivo Elza propõe apresentar trabalhos em artesanato, arte, moda e produções culturais realizados por mulheres negras e indígenas, bem como pessoas da comunidade LGBTQIA+. As feiras iniciaram-se no ano de 2016 no Espaço Cultural ‘Armazém Coletivo Elza’ com a perspectiva de abraçar as/es feirantes que encontram-se sem espaço para exposição ou que não conseguem arcar com os valores altos das feiras elitistas de Florianópolis. Desde o ano de 2022 as feiras tornam-se nômades, e o intuito de realizá-las na UDESC é aproximar alunes, professores e comunidade de produtoras/es que carregam saberes especiais, diante de duas ancestralidades e vivências. A transdisciplinaridade, interculturalidade e interseccionalidade são eixos suleadores da ação. Está previsto a realização de três feiras por semestre ao longo do biênio.
2a Ação – Projeto Circuito de Exposições Poéticas da Relação, coordenado pela Profa Juliana Crispe.
O Circuito de Exposições — ‘Poéticas da Relação’ pretende promover a circulação e divulgação científica e cultural pós-colonial e decolonial, com ênfase nas temáticas africanas, afro-diaspóricas, indígenas, feminismos e diversidades, através da realização de exposições de arte. ‘Poéticas da Relação’—, lembra o pensamento de Eduardo Glissant ao nos dizer que o contato entre as culturas reflete no contemporâneo os efeitos da colonização e toda a identidade se desdobra numa relação com o outro. As subjetividades apresentadas nas mostras pretendem manifestar a partir da arte que a modernidade definida exclusivamente pela Europa imperialista encontra obstáculos e chegou a termo, abrindo espaço para protagonismos que foram esmagados e ocultados em nossa história, reverberando no agora as contaminações das diferenças e reconhecendo os abismos postos sobre essas experiências. Rizomáticas, essas poéticas têm suas raízes em muitos territórios, crenças, sexualidades, usos do corpo, e se ramificam e crescem no encontro com outras superfícies, outras culturas, rituais, direito ao corpo, ao espaço social, educacional, cultural e político. As exposições do Circuito serão anuais e poderão acontecer em mais de 1 espaço cultural por ano. As/es artistas que participarem serão selecionados a partir de uma convocatória aberta e por curadoria. Serão selecionades artistas negres, indígenas, mulheres e LGBTQIA+; grupos a margens e invisibilizados historicamente nas Artes. Pretende-se organizar a visitação de professores/as e estudantes de escolas municipais e estaduais as exposições.
3a Ação – 3o Encontro Internacional Pós-Colonial e Decolonial (EPD), coordenado pela Profa Cláudia Mortari.
O evento, em formato presencial, tem como objetivo promover a produção, circulação e divulgação científica e cultural pós-colonial e decolonial, com ênfase nas temáticas africanas, afro-diaspóricas e indígenas, interseccionadas com temáticas LGBTQIAP+, de gênero, interraciais e de classe. Pretende-se incentivar a inovação, troca e produção de epistemologias plurais e de práticas transformadoras no campo das Ciências Humanas, da Educação e da Arte entre pesquisadores(as), professores(as) e estudantes da rede de ensino, de graduação e de pós-graduação, movimentos sociais e coletivos negros, africanos e indígenas e artivistas. Estão previstas a realização de Rodas de Conversa (Mesas Redondas), Diálogos Contemporâneos (Conferências), Simpósios Temáticos, Festival de Música, Circuito de Exposições, Feira Solidária e lançamento de livros. Em consonância com o objetivo central do evento na produção , potencializado pelo caráter internacional e pelas possibilidades de circulação do conhecimento a partir das tecnologias de informação e comunicação, serão disponibilizados virtualmente os debates oriundos das rodas e diálogos contemporâneos pelo canal institucional, o Youtube Laboratório, tornando a abrangência de público muito maior. O evento de caráter transdisciplinar está em sua 3o Edição e será realizado no 2o semestre de 2025, estando articulado com outros programas de extensão desenvolvidos no AYA.
Programa de Extensão Histórias Africanas e Indígenas: olhares e práticas na educação.
Coordenado pelo Prof. Filipe Noé da Silva (Departamento de História).
1a Ação – Projeto Histórias Plurais, coordenado pelo Profa Cláudia Mortari.
Se constitui na produção de curtas metragens de 25 a 40 minutos sobre histórias locais de Santa Catarina tendo como eixo orientador das narrativas as temáticas propostas no programa. O objetivo principal é divulgar narrativas históricas direcionadas a um público amplo, articulando saberes de diferentes campos do conhecimento, em especial, das ciências sociais, humanas e políticas, na perspectiva da transdisciplinaridade, interculturalidade e interseccionalidade. Está previsto a construção de dois curtas, que serão produzidos e lançados anualmente.
2a Ação – Projeto AYAcast, coordenado pelo Prof. Filipe Noé da Silva.
Trata da produção de podcast de entrevistas e storytelling. Das entrevistas (Aya Conversa) o objetivo consiste em entrevistar professores/as, pesquisadores/as, ativistas políticos, artistas, artivistas que desenvolvem ações no campo pós-colonial e decolonial. Por sua vez, o storytelling constitui na produção de narrativas roteirizadas a partir das pesquisas desenvolvidas no âmbito do AYA Laboratório, envolvendo professores/as, discentes de graduação, pós-graduação e pesquisadores/as associados/as. O objetivo principal é divulgar narrativas históricas direcionadas a um público amplo, articulando saberes de diferentes campos do conhecimento, em especial, das ciências sociais, humanas e políticas, na perspectiva da transdisciplinaridade, interculturalidade e interseccionalidade. Está prevista a constituição de 08 storytelling e 16 entrevistas.
3a Ação – Projeto Jornada das Religiões de Matriz Africana, coordenado pela Profa Claudia Mortari.
Se refere a realização de uma jornada de estudos com autoridades religiosas de terreiros e pesquisadores/as da temática e que tem como objetivo a divulgação, difusão e construção de conhecimentos que perpassam cosmogonias, epistemologias, filosofias e narrativas de histórias africanas e afro-diaspóricas. O evento, que será planejado a partir do 2o semestre de 2024, será realizado no 2o semestre de 2025.
Programa de Extensão Olhares, vozes e memórias: saberes africanos e indígenas
Coordenado pela Prof.ª Luisa Tombini Wittmann (Departamento de História).
Ação 1: Portal AYA Laboratório, coordenado pela Profa. Luisa Tombini Wittmann.
Projeto permanente do AYA – Laboratório de Estudos Pós-coloniais e Decoloniais, que tem como objetivo pesquisar, arrolar e disponibilizar em plataforma digital materiais (imagéticos, sonoros, audiovisuais e escritos) sobre as temáticas africanas, afro-brasileiras e indígenas. Destina-se a professores/as da rede de ensino, estudantes, ativistas de movimentos sociais e demais interessados/as. Endereço eletrônico ayalaboratorio.com.
Ação 2: Coleção AYA, coordenada pela Profa. Luisa Tombini Wittmann.
Trata-se da organização, produção, publicação e divulgação (em formato online) de: 2 Ebooks, 1 catálogo expositivo e material didático em formato de oficinas de fontes históricas (imagéticas e textuais) sobre as temáticas africanas, afro-brasileiras e indígenas. O objetivo principal é divulgar o material para professores(as), pesquisadores/as, discentes da educação básica, de graduação e pós-graduação e demais interessados.
Ação 3: Repositório Terreiros de Matriz Africana, coordenada pela Profa. Cláudia Mortari.
Tem por objetivo arrolar, coletar e disponibilizar em plataforma digital materiais (imagéticos, sonoros, audiovisuais e escritos) acerca de terreiros de religião de matriz africana na Grande Florianópolis. Tal ação destina-se a professores da rede de ensino, estudantes, ativistas de movimentos sociais e demais interessados. O repositório ficará alocado no endereço eletrônico ayalaboratorio.com


