Ao pensarmos sobre o tema da magia na Antiguidade, evidenciamos a existência de uma prática voltada para obter um objeto de desejo ou destruir um inimigo que era denominada de tabellae defixionum. Tal prática mágica compreende um discurso de violência nos mais variados níveis, o qual vai da destruição de um sujeito à imposição de se obter o amor de uma pessoa. As lâminas de chumbo tinham sua matriz na Antiga Hélade (a partir do século V AEC) e circularam pelo Mediterrâneo Antigo, ao ponto de ganharem uma acentuada aplicação no Império Romano. Dessa forma, objetivamos analisar as especificidades das defixiones que foram encontradas na região do Lácio e seu entorno, nos séculos I AEC e II EC. Nesse estudo, debatemos as definições de magia cientificamente, assim como o percurso dos estudos antropológicos que impactaram as pesquisas sobre as práticas mágicas. Analisamos o conceito de magia na Antiguidade e o retrato do agente da magia que temos emerge da documentação literária. Nessa pesquisa, buscamos compreender a prática mágica das defixiones através da sua tipologia documental: a epigrafa. Ademais, exploramos a estrutura discursiva, assim como do suporte que integram as defixiones no Mediterrâneo Antigo. Delimitamos nosso estudo em um quantitativo de vinte e duas lâminas que estão situadas nas cidades laciais. Assim, procuramos tecer reflexões históricas e linguísticas sobre os elementos que integram o discurso das lâminas, buscando compreender os termos inscritos dentro do contexto, bem como as divindades evocadas e suas ligações com essas práticas mágicas.
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