Programas de Extensão 2026-2027

Programa de Extensão A Presença da Antiguidade Clássica em Florianópolis e Região: Leituras sobre Recepção e Usos do Passado
Coordenação de Profº Filipe Noé da Silva

Ação – Repositório do Antigo: a presença da Antiguidade Clássica em Florianópolis e região, coordenação de Profº Filipe Noé da Silva e vice-coordenação de Profº Fábio Amorim Vieira
O repositório do antigo busca agregar diferentes linguagens usadas para observar de que modo o passado é mobilizado pela sociedade florianopolitana desde a modernidade. Com um mapa interativo da região metropolitana de Florianópolis e um acervo digital de jornais do século XIX, essa ação permite reflexões e problematizações para o modo como as elites catarinenses buscaram se conectar com o mundo antigo partindo de um interesse político, ao procurar construir a ideia de um legado clássico. Para alcançar os objetivos propostos na ação, estão previstas saídas de campo e grupos de estudos sobre Recepção e Usos do Passado.

Ação – Formação docente: eventos e encontros abertos à comunidade, coordenação de Profº Filipe Noé da Silva e vice-coordenação de Profº Fábio Amorim Vieira
A formação docente proposta na Extensão objetiva um maior diálogo com as comunidades escolares, para que os saberes de seus membros façam parte da construção de conhecimentos por meio de documentos, relatos e recordações. No segundo semestre de 2026, foram realizados diversos encontros em um grupo de estudos aberto à comunidade sobre o tema “Raça e Antiguidade”, projeto esse que será estendido até 2027, com renovação de temáticas e referências.

Ação – E-book: A presença da Antiguidade na região de Florianópolis: recepção e usos do passado. coordenação de Profº Filipe Noé da Silva e vice-coordenação de Profº Fábio Amorim Vieira
Nessa ação, buscaremos construir, organizar e publicar um E-Book gratuito sobre a Antiguidade Clássica nas cidades catarinenses. O público-alvo desse livro é formado por docentes, pesquisadores e pesquisadoras e pessoas com interesse no tema. Espera-se que a produção possa ser trabalhada também em atividades do âmbito escolar, já que abordará uma diversidade de temáticas, como recepções, recriações e apropriações culturais da Antiguidade. Para isso, estão previstas pesquisas bibliográficas, estudos de campo, palestras e caminhadas de formação.


Programa de Extensão Histórias Africanas e Indígenas: olhares e práticas na educação
Coodenação de Profª Luisa Tombini Wittmann

Ação – Portal AYA, coordenação de Profª Luisa Tombini Wittmann
Projeto permanente dedicado à pesquisa, catalogação e disseminação de conteúdos sobre história e cultura afrobrasileira, africana e indígena, conforme preveem as Leis Federais n 10.639/2003 e n 11.645/2008. Todos os materiais — imagéticos, sonoros, audiovisuais e escritos — produzidos por pesquisadores/as do AYA e por diversos intelectuais, ativistas, artistas e docentes, são disponibilizados em plataforma digital pública, atualizada regularmente, com alcance internacional (já com acesso de 56 países). O portal qualifica docentes da educação básica e estudantes universitários ao mesmo tempo que dialoga com o público em geral.

Ação – Arte Menor: Movimentos Interseccionais, coordenação de Profª Juliana Crispe
O projeto foca na interseccionalidade e nas produções das Artes Visuais com recorte em gênero, classe, corporalidade e raça. Visa destacar produções artísticas feministas, LGBTQIA+, étnico-raciais e de pessoas com deficiência, interrogando processos estéticos e educacionais que confrontem racismo, misoginia, capacitismo e heterocolonialidade. O projeto inclui a criação de uma cartografia de artistas catarinenses — negros, indígenas, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e mulheres — com levantamento de dados, pesquisas e entrevistas (que também serão publicadas no Portal AYA), além da organização de rodas de conversa, palestras e ações artísticas com esses artistas.

Ação – AYA Entrevista, coordenação de Profª Luisa Tombini Wittmann
Consiste em uma série de entrevistas audiovisuais com pessoas vinculadas aos estudos decoloniais, africanos, afrodiaspóricos e indígenas. Cada episódio explora trajetórias e pesquisas desses/as interlocutores/as e é editado com identidade visual própria. As entrevistas são divulgadas no Portal AYA e envolvem estudantes em todas as etapas: gravação, edição e estratégias de difusão.


Programa de Extensão Movimentos Decoloniais: práticas, diálogos e o sentipensar
Coordenação de Profª Cláudia Mortari

Ação – Feira Armazém Coletivo Elza, coordenação de Profª Juliana Crispe
A ação propõe apresentar trabalhos em artesanato, arte, moda e produções culturais realizados por mulheres negras e indígenas, bem como pessoas da comunidade LGBTQIA+. As feiras iniciaram-se no ano de 2016 no Espaço Cultural ‘Armazém Coletivo Elza’ com a perspectiva de abraçar as/es feirantes que encontram-se sem espaço para exposição ou que não conseguem arcar com os valores altos das feiras elitistas de Florianópolis. Ddesde o ano de 2022 as feiras tornam-se nômades, e o intuito de realizá-las na UDESC é aproximar alunes, professores e conidade de produtoras/es que carregam saberes especiais, diante de suas ancestralidades e vivências.

Ação – Circuito de Exposições ‘Poéticas da Relação’, coordenação de Profª Juliana Crispe
O Circuito de Exposições — ‘Poéticas da Relação’ pretende promover a circulação e divulgação científica e cultural pós-colonial e decolonial, com ênfase nas temáticas africanas, afro-diaspóricas, indígenas, feminismos e diversidades, através da realização de exposições de arte. ‘Poéticas da Relação’—, lembra o pensamento de Eduardo Glissant ao nos dizer que o contato entre as culturas reflete no contemporâneo os efeitos da colonização e toda a identidade se desdobra numa relação com o outro. As subjetividades apresentadas nas mostras pretendem manifestar a partir da arte que a modernidade definida exclusivamente pela Europa imperialista encontra obstáculos e chegou a termo, abrindo espaço para protagonismos que foram esmagados e ocultados em nossa história, reverberando no agora as contaminações das diferenças e reconhecendo os abismos postos sobre essas experiências. Rizomáticas, essas poéticas têm suas raízes em muitos territórios, crenças, sexualidades, usos do corpo, e se ramificam e crescem no encontro com outras superfícies, outras culturas, rituais, direito ao corpo, ao espaço social, educacional, cultural e político. As exposições do Circuito serão anuais e poderão acontecer em mais de 1 espaço cultural por ano. As/es artistas que participarem serão selecionados a partir de uma convocatória aberta e por curadoria. Serão selecionades artistas negres, indígenas, mulheres e LGBTQIA+; grupos a margens e invisibilizados historicamente nas Artes. Pretende-se organizar a visitação de professores/as e estudantes de escolas municipais e estaduais as exposições.

Ação – Jornada de Estudos Africanos
A Jornada de Estudos Africanos é um evento em formato presencial com o objetivo de promover a produção, circulação e divulgação científica e cultural pós-colonial e decolonial, com ênfase nas temáticas africanas e afro-diaspóricas, interseccionadas com questões de gênero, interraciais e de classe. Com ocorrência anual, o evento integra as comemorações no mês de maio em referência ao Dia da África. Pretende-se incentivar a inovação, troca e produção de epistemologias plurais e de práticas transformadoras no campo das Ciências Humanas, da Educação e da Arte entre pesquisadores(as), professores(as) e estudantes da rede de ensino, de graduação e de pós-graduação, movimentos sociais e coletivos negros e africanos. Em sua primeira edição, em 2025, a Jornada de Estudos Africanos ocorreu nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2025 no Centro de Ciências Humanas e da Educação (FAED-UDESC), em Florianópolis, inspirada pela produção artística e intelectual de Malangatana Valente Ngwenya, artista visual e poeta moçambicano. Foram realizados três painéis temáticos de apresentação de trabalhos; e três conferências (Diálogos Contemporâneos) com a participação de pesquisadores do campo dos estudos africanos vinculados ao Aya Laboratório e convidados externos de universidades do sul do Brasil.